A História do Museu

O MUSEU MAIS ANTIGO DE SANTA CATARINA

Foi o Ir. Luiz G. Gartner que fundou no ano de 1933 o museu Sagrado Coração de Jesus. Sua ideia de iniciar um museu ocorreu ainda durante seu noviciado em Taubaté, ele contava que ao passear pela chácara encontrou um sabiá morto e o levou para o noviciado, lá tirou as tripas e passou sal para conservá-lo, aí então lhe ocorreu a ideia de montar um museu.

Como o Seminário teria dificuldades de arcar com as despesas de taxidermia aprendeu a arte de empalhar. Naquela época, o irmão Luiz com a ajuda de um amigo farmacêutico aprendeu as formas de conservação das peles com diversos produtos químicos. Os animais para serem taxidermizados foram doados por colonos da região ou trazidos de outras regiões, ou morriam no seu próprio viveiro e em outros zoológicos.

Em 2004, o Museu SCJ passou a chamar-se de Museu Ir Luiz Gartner, uma justa homenagem a este religioso que dedicou sua vida à natureza e ao trabalho com a instalação e manutenção do museu.

O acervo taxidermizado consta de uma coleção com aproximadamente 1.500 exemplares, dentre os quais aves, anfíbios, répteis, mamíferos e peixes. Um dos primeiros exemplares empalhados do acervo é o “mão-pelada”, exposto na exposição histórica do Museu.

A Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, Província Brasileira Meridional tem o Seminário como um aglutinador de coleções, para onde são enviadas coleções de todas as partes do Brasil, desta forma além de acervo de taxidermia o Seminário atualmente possui um vasto acervo das mais variadas tipologias: indumentária religiosa, arte sacra, acervo etnológicos, instrumentos musicais, peças de arqueologia, coleções de lápis, coleções de dinheiro, chaveiros, caixa de fósforos, antiquários, fotografias, entre outros. Ir Luiz iniciou expondo em uma sala no hall de entrada do seminário, em 1953, com a construção da nova ala o museu foi transferido de local tendo sua área ampliada.

Com o falecimento do Ir. Luiz em 1988, a responsabilidade sobre Museu e o Viveiro ficou com o Ir. Honorato e demais padre e seminaristas.

Quando em 2012 o Seminário deixou de receber alunos para tornar-se a sede provincial, alguns espaços que anteriormente acomodavam os seminaristas foram readequados. Em virtude disso, iniciou-se o projeto de requalificação do Museu Ir. Luiz G. Gartner, onde o mesmo teve seu espaço físico ampliado e foi produzida uma nova exposição sobre a história do Seminário.

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